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Mobilização Social pela Educação na Zona Leste de São Paulo (SP)

Práticas:: Ações pontuais, Divulgação da mobilização social pela educação na mídia, Ação com famílias, Ação com Comunidade, Mobilização em escolas, Formação/Oficina sobre o PMSE, PMSE como pauta de eventos, Criação de Comitê de Mobilização Social pela Educação
Parceiros: Outros parceiros, Setor Público, Secretarias de Educação e Escolas, Entidades do terceiro setor, Empresas, Instituições religiosas
Unidade(s) Federativa(s): SP
Descrição:

População

11.253.503 habitantes (IBGE – Censo 2010).

Evolução no Ideb (Ensino Fundamental - redes públicas)

idebsaopaulo - microsoft word

 

 

 

Contatos

Ademir Gimenes Peres – coordenador da Pastoral da Educação da Diocese de São Miguel Paulista, presidente da Comunidade Kolping – Nsa. Senhora da Graça - Jardim Belém, tesoureiro da Obra Kolping do Brasil, coordenador de Educação da Paróquia São Francisco, coordenador de cursos de expansão da Universidade Federal da Zona Leste.   ademir_peres@yahoo.com.br

Alberto Feitosa – Presidente da Associação Beneficente Cultural do Jd. Miray e Adjacências e vice-presidente da Associação Comunitária dos Moradores da Cidade Kemel – Itaim Paulista.
alberto.alves7@r7.com

Deise Achilles – Liderança Comunitária, representante do Conselho Gestor do CEU – São Matheus e Conselheira Gestora de Usuários da Unidade Básica de Saúde – Jd. Conquista III.
deiseachilles@bol.com.br; deise_achilles51@hotmail.com

Douglas Alencar – professor de Educação Física da Escola Filantrópica Tabor.
dougalencar@ibest. com.br

Inês Aparecida Martins – professora da Escola Filantrópica Tabor, representante da Associação de Moradores da Vila Bela, Conselheira Gestora de Usuários da Unidade Básica de Saúde - Conquista 1.
preta30@yahoo.com.br

Izabel Arpa – assessora da Pastoral da Educação da Diocese de Osasco. izabelarpa@ig.com.br

Maria Aparecida Abrante – tesoureira da Comunidade Kolping – Nsa Senhora das Graças - Jardim Belém e gerente da Associação da Terceira Idade de Ermelino Matarazzo. cidaabrante@ig.com.br

Maria de Brotas de Souza Ferreira da Silva – coordenadora geral da Associação dos Moradores da cidade Kemel – Itaim Paulista, Conselheira Gestora de Usuários da Unidade Básica de Saúde – Cidade Kemel, vice presidente da Associação Beneficente e Cultural do Jd. Miray e adjacências e do Centro de Convivência do Idoso Dom Angelico Sandro Bernardino e coordenadora do coletivo Coca-Cola.
brotas77@yahoo.com.br

Maria Nemésio – Coordenadora pedagógica da Associação Nossa Senhora do Bom Parto – Belém.
lia.nemesio@hotmail.com

Liderança (Ademir Peres)

Comitê de Mobilização Social pela Educação da Zona Leste de São Paulo.

Parceiros

Paróquia São José Operário, Centro Educacional Unificado (CEU) de São Mateus, Universidade Metodista de São Paulo, Associação de Moradores do bairro Jardim da Conquista, Associação Mulheres de Luta do Jardim Vila Carrão, Conselho Comunitário de Educação e Cultura da Grande São Paulo (CCECASSP). Programa de Saúde da Família (PSF), Associação dos Moradores e Associação Beneficente e Cultural do Jardim Miray e adjacências da Cidade Kemel – Itaim Paulista, Pastoral da Educação da Diocese de Osasco, Pastoral da Educação da Diocese de São Miguel Paulista, Comunidade Kolping – Nossa Senhora das Graças do Jardim Belém, Obra Kolping do Brasil, Paróquia São Francisco, Escola Filantrópica Tabor, Associação de Moradores do Jardim Vila Bela, Unidade Básica de Saúde - Conquista I, Associação de Moradores do Jardim da Conquista, Associação Beneficente Cultural do Jardim Miray e Adjacências, Centro de Convivência do Idoso Dom Angélico Sandro Bernardino, Coletivo Coca-Cola, Associação da Terceira Idade de Ermelino Matarazzo.

Estratégias empregadas

Constituição de Comitê local de Mobilização Social pela Educação

O comitê local foi criado para integrar e fortalecer os diversos grupos que atuavam em bairros distintos da Zona Leste de São Paulo na mobilização social pela educação. Apesar de se manterem independentes, os integrantes promovem reuniões periódicas para planejar e avaliar ações, trocar experiências, apoiar o trabalho dos colegas e identificar como as ações bem sucedidas podem ser disseminadas nos demais bairros.

Atualmente, integram o comitê representantes dos bairros Ermelino Matarazzo, Jd. Vila Carrão, Cidade Kemel – Itaim Paulista, Iguatemi, Jardim Conquista, São Mateus, São Miguel Paulista, Vila Bela, Guainases e as cidades de Itaquaquecetuba e Alto Tietê. Os bairros ocupam uma região extensa e são bem populosos. Caracterizam-se por comunidades pobres e carentes de serviços públicos básicos.

Associação da pauta da mobilização à luta pela efetivação de direitos sociais

Além da conscientização da importância dos pais acompanharem a vida escolar dos filhos, os voluntários da Zona Leste de São Paulo têm trabalhado junto à comunidade a mobilização social para o cumprimento do direito à educação de qualidade e para a efetivação de outros direitos sociais, como à saúde, saneamento básico e moradia. Segundo representantes do comitê, o Plano de Mobilização Social pela Educação (PMSE) os ensinou a realizar a mobilização social de forma mais ampla, expandindo o trabalho para a reivindicação de direitos.

Nas atividades realizadas com a população local, os mobilizadores expõem os direitos e abordam formas de reivindicar sua execução. A educação de qualidade é apresentada como um direito tão importante quanto os demais, e é colocada a necessidade urgente de engajar as famílias na busca por melhores condições escolares para seus filhos. Os voluntários falam sobre os direitos dos pais participarem da gestão escolar, das escolas oferecerem merenda de qualidade, da carga-horária letiva mínima obrigatória, entre outros. Busca-se fomentar a consciência de que são sujeitos sociais.

As reivindicações são realizadas via associações de moradores e outras instituições comunitárias.

Realização de Oficinas de Formação de Mobilizadores Sociais pela Educação

A realização de Oficinas de Formação de Mobilizadores Sociais pela Educação é uma prática do comitê local. São encontros realizados para públicos diversos atuarem como multiplicadores da mobilização: diretores e coordenadores de escolas, trabalhadores de Unidades Básicas de Saúde, pais de alunos, lideranças comunitárias, entre outros. Em algumas ocasiões os encontros tiveram participação de representantes do Ministério da Educação.

Realização de encontros para discussão da conjuntura educacional

Como estratégia de mobilização, o comitê local promove encontros para discussão da conjuntura educacional da região da Zona Leste de São Paulo. São palestras e debates realizados com apoio de especialistas nos quais são abordados os problemas educacionais vivenciados pelas comunidades e discutidas estratégias de enfrentamento. Nos encontros a cartilha Acompanhem a vida escolar dos seus filhos é apresentada e debatida.

Realização de ações de mobilização social pela educação em Associações de Moradores

As associações de bairro são parceiras importantes da mobilização social pela educação na Zona Leste de São Paulo. Os voluntários aproveitam momentos diversos de reunião dos moradores para abordar os direitos e deveres dos familiares em relação à vida escolar das crianças e adolescentes. Conversam sobre conteúdos da cartilha Acompanhem a vida escolar de seus filhos, perguntam se conhecem crianças que não estejam matriculadas na escola, se estão acompanhando o desempenho escolar dos filhos, entre outras coisas. Como exemplos de ocasiões de realização das ações, estão as reuniões sobre programas de habitação e a distribuição semanal de leite pelo Programa Viva Leite, do governo estadual de São Paulo.

As associações utilizam a estratégia de, nos eventos, abrirem espaço para familiares concederem depoimentos de como acompanham a vida escolar de suas crianças e adolescentes. Os testemunhos inspiram e motivam os participantes.

Realização de ações de mobilização social pela educação junto a grupos de terceira idade

Os avós têm grande participação na educação das crianças e adolescentes. Dada sua posição estratégica nas famílias, voluntários da Zona Leste de São Paulo têm incluído a mobilização social pela educação nas atividades de cinco grupos de terceira idade. Durante cursos e reuniões promovidos nas associações, a cartilha produzida pelo MEC é apresentada e os idosos são estimulados a apoiar a escolarização das crianças e adolescentes de suas famílias. Eles também são encarregados de disseminar a mobilização em seus núcleos familiares.

Os mobilizadores avaliam que a terceira idade responde bem às propostas, que funcionam como uma espécie de "causa" a qual se dedicar em um período da vida em que, muitas vezes, estão aposentados e dispõem de mais tempo para apoiar a família.

Realização de ações de mobilização social pela educação pela Pastoral da Educação

A Pastoral da Educação da Diocese de São Miguel Paulista, situada no extremo leste da cidade de São Paulo encontrou na Mobilização Social pela Educação uma pauta concreta para ser apresentada nas paróquias da Diocese. Orientados pelo Bispo Diocesano, padres e voluntários utilizam a cartilha Acompanhem a vida escolar de seus filhos em encontros com pais, mães, avós e tios, fortalecendo a mobilização.

Realização de ações de mobilização social pela educação em igrejas

Também com apoio do bispo da Diocese de São Miguel Paulista, padres e voluntários de algumas paróquias situadas em bairros da Zona Leste de São Paulo são parceiros da mobilização social pela educação. Conteúdos da cartilha Acompanhem a vida escolar de seus filhos são difundidos em missas, encontros de casais, catequese e outros espaços de interação com a comunidade.

Estabelecimento de parcerias com comerciantes

Os comerciantes contribuem com a mobilização na divulgação das atividades e da mensagem da Cartilha e no fornecimento de lanches, água, sucos e outros itens para as reuniões e eventos realizados.

Estabelecimento de parcerias com Unidades Básicas de Saúde (UBS)

A mobilização é divulgada nas UBSs, em reuniões de conselheiros das próprias unidades, envolvendo conselheiros, mobilizadores e funcionários. Os funcionários são instruídos a identificar crianças e adolescentes fora da escola e adultos pouco escolarizados, contribuindo com o comitê no acionamento da Coordenadoria Estadual ou Secretaria Municipal de Educação ou até mesmo do Conselho Tutelar.

Realização de ações de mobilização social pela educação por grupos juvenis

Em sua atuação comunitária, os voluntários do Comitê da Zona Leste de São Paulo trabalham com jovens em cursinhos comunitários, igrejas e programas sociais. Reconhecendo o potencial juvenil de se engajar em ações coletivas, os mobilizadores desenvolvem ações de formação dos jovens para atuarem como parceiros da mobilização social pela educação.

Um dos exemplos é o Ação Jovem, programa da Secretaria de Desenvolvimento Social do município de São Paulo que tem o objetivo de promover a inclusão social de jovens mediante a transferência de renda, prestando apoio financeiro temporário para estimular a conclusão da escolaridade básica. Um dos representantes do comitê, professor de cidadania no programa, inseriu a apresentação e discussão da cartilha produzida pelo MEC na programação das aulas. Os jovens se identificaram com a causa e participaram de uma Oficina de Formação de Mobilizadores Sociais pela Educação realizada pelo Ministério da Educação no município de Campinas (SP). A partir de então, têm realizado ações de mobilização em locais como escolas, postos de saúde, igrejas e associações. Por meio da realização de reuniões, visitação de residências, distribuição de cartilhas e conversas com colegas, pais e professores, têm contribuído com a sensibilização de todos para a importância da interação escola-família-comunidade e para a conscientização dos direitos da população.

As ações desenvolvidas pelos jovens têm incluído cobranças à Secretaria de Educação e à direção das escolas para efetivação de direitos como à merenda de qualidade e substituição de aulas vagas com professores da mesma disciplina dos docentes faltantes.

Outros grupos de jovens envolvidos com as ações de mobilização são os alunos do cursinho pré-vestibular comunitário, da Comunidade Kolping Nossa Senhora das Graças, do Jardim Belém, participantes do Programa Primeiro Emprego e universitários. Todos têm sido orientados a propagar a mobilização em suas famílias, comunidades, escolas e ambientes de trabalho.

Criação de Grêmios Estudantis

A mobilização social pela educação na Zona Leste de São Paulo tem motivado a criação de Grêmios Estudantis. São alunos que se identificaram com a causa da mobilização e conceberam o grêmio como um meio de mobilizar as comunidades escolares para se engajar em ações que busquem a efetivação dos vários elementos que integram o direito à educação de qualidade.

Mobilização para matrícula de alunos na EJA

Por meio das diversas ações de mobilização realizadas, os voluntários da Zona Leste de São Paulo identificaram um alto número de pessoas não alfabetizadas em suas localidades de atuação. Além de a Educação Básica ser um direito de todos, inclusive de adultos que não tiveram acesso à escola na idade regular, os mobilizadores perceberam que a baixa escolaridade é um empecilho ao exercício da cidadania e que dificulta o acompanhamento dos filhos em idade escolar. Decidiram, então, realizar uma mobilização para matrícula na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Alguns mobilizadores participam do Conselho Escolar do Centro Educacional Unificado (CEU) – São Mateus e, em conjunto com o Conselho, divulgaram as vagas de EJA na comunidade.

Realização de ações de mobilização com beneficiários do Programa Bolsa Família

O Bolsa Família, programa do governo federal, beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza por meio da transferência direta de renda. Algumas condicionalidades são exigidas, como a frequência mínima de 85% das crianças em idade escolar. Os voluntários do Comitê local têm desenvolvido ações com as famílias beneficiárias, consideradas público prioritário para a mobilização, visto que muitas vezes sua situação de vida está relacionada a uma baixa valorização da educação escolar.

Os mobilizadores realizaram uma formação junto aos coordenadores do Programa Bolsa Família no Itaim Paulista, com a finalidade de capacitá-los para atuarem como multiplicadores da mobilização nas visitas que promovem às residências das famílias beneficiárias.

Mobilização nas escolas

Quando convidados, os voluntários da Zona Leste de São Paulo visitam escolas para disseminar o Plano de Mobilização Social pela Educação. Os mobilizadores distribuem exemplares da cartilha Acompanhem a vida escolar de seus filhos e conversam com diretores e professores sobre a importância da interação escola-família-comunidade. Os profissionais são orientados a multiplicar as orientações dadas pelos voluntários com alunos e pais.

Visitação de residências

A visitação de residências é uma prática realizada por vários mobilizadores da Zona Leste de São Paulo: os próprios integrantes do comitê e multiplicadores formados por eles, como jovens e adultos.

Disseminação da mobilização social pela educação em municípios vizinhos

Voluntários da Zona Leste de São Paulo têm difundido a mobilização social pela educação em municípios vizinhos, como Itaquaquecetuba, onde os mobilizadores têm visitado residências para sensibilização sobre a importância dos pais acompanharem a vida escolar dos filhos e formado grupos de jovens para atuarem como mobilizadores.

Instrumentos de mobilização utilizados

Cartilha Acompanhem a Vida Escolar de seus Filhos

A cartilha produzida pelo MEC é utilizada como apoio em todas as ações realizadas pelo Comitê local.

Informativo Pé da Letra

Editado pela Pastoral da Educação da Diocese de Osasco, publica matérias educacionais direcionadas a famílias.

Resultados principais

O relato dos representantes do Comitê da Zona Leste indica os seguintes resultados das ações de mobilização:

• Conscientização da população local acerca de seus direitos sociais, em geral, e do direito à educação de qualidade, em particular.

• Reivindicação do cumprimento de direitos educacionais por alunos e pais, surtindo em melhoria da qualidade da merenda em uma escola de Ensino Médio e exigência da substituição de professores faltosos por docentes da mesma disciplina.

• Elevação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de algumas escolas.

• Aumento da participação dos pais nas escolas –em uma unidade de ensino, os pais puderam entrar em sala e assistir aula junto com o filho, para apoiá-lo e cobrar um bom comportamento.

• Aumento do número de participantes nas reuniões e ações das associações de bairro e de moradores.

• Participação na luta por implantação do saneamento básico no Jardim Vila Bela.

• Contratação de médico para a unidade básica de saúde da Cidade Kemel.

• Criação de cursinhos comunitários.

Perspectivas

Além de dar continuidade às ações já desenvolvidas, o comitê local pretende intensificar o trabalho com grupos de jovens, realizar oficinas de formação de mobilizadores sociais pela Educação para universitários de Pedagogia e estabelecer parcerias com comerciantes.?

 
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