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Mobilização Social pela Educação em Belo Horizonte (MG)

Práticas:: Ações pontuais, Ação com famílias, Mobilização em escolas, Formação/Oficina sobre o PMSE, Mobilização de municípios vizinhos, PMSE como pauta de eventos, Lei sobre Dia e/ou Semana de Mobilização Social pela Educação, Criação de Comitê de Mobilização Social pela Educação
Parceiros: Setor Público, Secretarias de Educação e Escolas, Entidades do terceiro setor, Empresas
Unidade(s) Federativa(s): MG
Descrição:

Belo Horizonte - MG

População
2.375.151 habitantes (IBGE – Censo 2010).

 

 

Evolução no Ideb (Ensino Fundamental - redes públicas)



 

 

Contatos:

    Carolina Viana – Associação Profissionalizante do Menor (ASSPROM) – carolinalucia@assprom.org.br
    Cristiano – Child Fund Brasil (ex Fundo Cristão para Crianças)
    Leandra – Escola do Legislativo (Assembleia Legislativa)
    Leci – Associação Municipal de Assistência Social (Amas)
    Mara Catarina Evaristo – coordenadora do Núcleo de Relações Étnico-Raciais da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte.
mara.catarina@pbh.gov.br
    Neuma Soares Rodrigues – Comissão de Mães
    Antônio Souza – coordenador do Eixo de Mobilização do Programa Família Escola / Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte
    Valéria – coordenadora de projetos sociais da Missão Paz
    Vandir – Escola Guignard / UEMG

Liderança (ator responsável)

Comitê de Mobilização Social pela Educação.

Parceiros

ArcelorMittal, Associação de Escolas Cristãs de Educação por Princípios (AECEP), Associação Profissionalizante do Menor (ASSPROM), Câmara Municipal de Belo Horizonte, Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH), Child Fund Brasil, Comissão de Mães, Conselho Episcopal Regional Leste 2 (CONSER), Conselho Tutelar Leste, Escola do Legislativo (Assembleia Legislativa), Gerências Regionais do Bolsa Escola (GERBES), Ministério da Educação, Missão Paz, Pastoral da Criança, Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte e Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG).

Estratégias empregadas

Constituição de Comitê de Mobilização Social pela Educação

O comitê de Belo Horizonte foi criado pela Secretaria Municipal de Educação com apoio do MEC. Algumas entidades já estavam mobilizadas para participação, como o Conselho Episcopal Regional Leste 2 (CONSER) e igrejas evangélicas. Foi realizado um levantamento de instituições que trabalham com educação em Belo Horizonte e efetuado um chamado pela prefeitura para adesão ao comitê.

Atualmente, o comitê é composto por um conjunto diverso de instituições. Conta com uma comissão coordenadora das ações de mobilização e um grupo ampliado, composto por todas as instituições participantes. De caráter executivo, a comissão coordenadora elabora propostas de planejamento das ações, que são submetidas ao grupo ampliado, e gerencia as atividades realizadas. Há também comissões temáticas, dedicadas a temas como produção de material e pesquisa sobre as relações entre família e escola.

O comitê está constantemente aberto a novas instituições que queiram aderir à mobilização social pela educação. Para isso, divulga regularmente as datas e programações de suas reuniões no site das instituições participantes e no blog do comitê e convida os interessados a aderirem ao grupo.

Evento de lançamento do PMSE e do comitê local

Para ampliar o chamado para adesão ao comitê local, foi realizado um evento público de lançamento do Plano de Mobilização Social pela Educação no município. A prefeitura de Belo Horizonte efetuou a convocação, de forma a sinalizar que não era uma ação setorial da Secretaria Municipal de Educação, e sim uma convocação do município. Belo Horizonte tem o projeto de desenvolvimento de uma Cidade Educadora, na qual a educação é vivenciada em múltiplos espaços para além da escola, como parques e museus.

O evento foi realizado em espaço público e teve participação do prefeito, da secretária da Educação Básica do Ministério da Educação, da secretária municipal de Educação, de lideranças comunitárias e religiosas, empresários, representantes de instituições sociais, profissionais da educação, pais e estudantes, somando mais de 300 pessoas. O evento colaborou para trazer a Mobilização Social pela Educação para a mídia local.

Realização de Oficinas de Formação de Mobilizadores Sociais pela Educação

O comitê de Belo Horizonte realiza Oficinas de Formação de Mobilizadores Sociais pela Educação para públicos diversos. Já ocorreram oficinas para os mobilizadores das instituições que integram o comitê, realizadas com apoio do Ministério da Educação, da União dos Dirigentes Municipais da Educação (Undime-MG) e da Prefeitura Municipal; e para integrantes de instituições sociais com projetos apoiados pelo Child Fund Brasil, realizada com o apoio do Centro Universitário de Belo Horizonte – UniBH. As oficinas incluem a elaboração de planos de ação específicos para mobilizar os públicos com os quais cada instituição interage.

Discussão de temas educacionais

A agenda de reuniões do comitê local inclui a realização de debates sobre temas educacionais, como greve de professores e diversidade de gênero, étnico-racial e de identidade sexual. Muitas vezes as discussões são polêmicas, mas avaliadas como importantes de serem feitas com vistas à busca de uma educação de qualidade. Comumente, o comitê define diretrizes de ação a partir das discussões realizadas. No caso de greves de professores, por exemplo, discute-se a divulgação de alguma manifestação pública.

Outro tema já discutido pelo comitê foi A Prova Brasil face à realidade de Belo Horizonte. Os debates foram propostos a partir de análises e reflexões de dados e informações sobre a Prova Brasil e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Instituição de Dia Municipal da Mobilização Social pela Educação

O Dia da Mobilização Social pela Educação foi instituído por lei municipal em Belo Horizonte com o objetivo de promover atividades que enfatizem a importância do compromisso de todos com a educação e que estimulem a participação da família na vida escolar de crianças e jovens. A ação foi resultado da articulação do comitê local, que conta com a participação de vereadores que fazem parte da Comissão de Educação da Câmara Municipal.

O dia é comemorado anualmente no final de semana mais próximo do dia 19 de setembro, em homenagem ao aniversário de nascimento do educador Paulo Freire. As atividades ocorrem no Parque Municipal Américo René Giannetti, local onde tradicionalmente muitas famílias vão passear no domingo. A programação inclui oficinas de pintura e desenho para pais e filhos, ministradas por estudantes do curso de Artes da UEMG e da Uni-BH são desenvolvidos. Nesse dia, ainda são oferecidos serviços como corte de cabelo, penteados estilo afro e maquiagem, além de  apresentações de corais e bandas, confecção de murais para expressão artística e registro de frases alusivas à importância da educação.

Uma tenda do Comitê local é formada para disponibilizar informações sobre a Mobilização Social pela Educação no município e cadastrar interessados em aderir às ações.

O Dia de Mobilização é divulgado no Jornal do Ônibus, que é afixado em todos os ônibus que circulam pela cidade, na mídia e nos sites das instituições participantes do Comitê de BH.

Projeto Leitura e família uma história que se conta

O Comitê de Mobilização Social de Belo Horizonte realizou o projeto Leitura e família uma história que se conta, marcado por uma série de eventos e ações para mobilizar as famílias em torno da importância da leitura, do gosto e da aquisição do hábito de ler. O objetivo foi mostrar o papel que a família pode desempenhar no gosto das crianças e adolescentes pela literatura e que ler é uma prática essencial para a aprendizagem. Para tanto, foram realizados eventos regionais que incluíram atividades como convite aos moradores para escreverem suas histórias nos painéis colocados em muros das comunidades, apresentação de esquetes teatrais por alunos de cursos de Pedagogia e Letras da Uni-BH, oficinas de arte com estudantes de Artes da Uni-BH, círculos de contação de histórias com pais e alunos e sorteio de kit família leitura, composto por livros para serem lidos por pais e filhos.

Divulgação da mobilização em eventos e ocasiões diversas

Os voluntários do comitê local levam a mobilização social pela educação para todos os eventos que participam, como conferências, oficinas, congressos e seminários. Nessas ocasiões, proferem palestras sobre os conceitos presentes no PMSE, distribuem cartilhas e/ou conversam diretamente com os participantes sobre a importância de acompanharem a vida escolar das crianças e adolescentes.

Os mobilizadores também promovem reuniões de apresentação do PMSE em órgãos e instituições como o Fórum em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e grupos de professores de Educação de Jovens e Adultos (EJA). A intenção é conquistar novos mobilizadores e ampliar as ações de mobilização.

Realização de ações de mobilização em escolas

A Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte distribuiu exemplares da cartilha Acompanhem a vida escolar dos seus filhos em todas as escolas da rede. Diretores, coordenadores pedagógicos e professores participaram de reuniões nas quais os conteúdos da cartilha foram apresentados e discutidos.

Integração com ações de envolvimento da família pela Secretaria Municipal de Educação

Na Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte, as ações do Comitê de Mobilização Social pela Educação foram integradas ao Programa Família Escola. Criado em 2005, o programa tem como objetivo "criar uma rede de colaboração, diálogo e parceria entre famílias, escolas e comunidades para garantir o acesso, o retorno, a permanência, o aprendizado e o desenvolvimento integral de nossas crianças e adolescentes". Executado por uma equipe central e por equipes regionalizadas, alocadas nas regiões administrativas do município, as ações desenvolvidas pelo programa são:

•    Acompanhamento da frequência escolar – a rede de ensino monitora diariamente a frequência de seus alunos por um sistema informatizado. No caso de faltas repetidas, são realizados contatos telefônicos e/ou visitas domiciliares para saber os motivos e orientar sobre a importância de manter a assiduidade. A frequência também é pauta de reuniões com a escola e a família.
•    Visitas domiciliares – nos casos de alunos com problemas de frequência, professores visitam as famílias para compreender os motivos das faltas e orientar a manutenção da assiduidade.
•    Encontros nas escolas – reuniões promovidas com a família para falar sobre a importância da participação ativa dos pais na educação escolar dos filhos.
•    Fórum família escola centralizado – realizado a partir de demanda de grupo de mães que procuraram a secretária municipal de Educação em 2005 para discutir a política educacional de Belo Horizonte, o fórum é realizado de três a quatro vezes por ano como um espaço de diálogo entre as famílias e a Secretaria. A programação, de meio período, é organizada em torno de um tema. Num primeiro momento, há uma apresentação por parte da Secretaria ou de algum debatedor em torno do tema escolhido. Em seguida, abre-se a plenária para questionamentos, sugestões e críticas. Participam do fórum pais e mães das escolas da rede e técnicos e gestores da Secretaria de Educação, inclusive a secretária, além dos membros do Comitê de Mobilização Social pela Educação, vereadores e representantes de Conselhos Municipais. A realização dos eventos é divulgada por meio de convites, cartazes afixados nas escolas, rádios e jornais. A mobilização para participação nas escolas é feita via regional. Recomenda-se que cada escola participe com seis famílias, selecionadas por meio do diálogo, com prioridade aos participantes dos colegiados escolares. As escolas fornecem vale transporte para viabilizar a participação. A ouvidoria da Secretaria participa das discussões e registra as questões que não foram possíveis de serem respondidas por conta do tempo e depois encaminha respostas. Enquanto os pais e mães estão no Fórum, seus filhos participam de oficinas. As crianças de até 6 anos participam de oficinas dadas pela Secretaria de Assistência Social, as de 7 a 14 de oficinas artísticas dadas por estudantes de artes da Uni-BH e da UEMG.
•    Fórum família escola descentralizado – fóruns regionalizados, realizados nas nove regiões administrativas do município, com participação do gerente regional da Secretaria Municipal de Educação e famílias dos estudantes das escolas da região. São discutidos temas mais específicos, como o Programa Saúde na Escola.
•    Formação de colegiados escolares – os membros dos colegiados escolares participam de um programa de formação com ênfase em questões relacionadas à gestão democrática da educação. São cursos, seminários, encontros e fóruns.
•    Jornal família escola – de periodicidade trimestral, é enviado pelos Correios a todas as famílias dos estudantes da rede municipal de educação – aproximadamente 113.000 famílias. O jornal apresenta e discute assuntos relacionados à rede municipal de ensino, como a realização dos fóruns família escola, os processos participativos de elaboração dos regimentos escolares.
•    Revista família-escola – revista direcionada aos pais de estudantes da rede municipal de ensino, com informações de projetos pedagógicos e dicas para envolvimento dos pais na educação dos filhos divididas entre Educação Infantil e os três ciclos do Ensino Fundamental . Há também matérias sobre os Programas Família Escola, Escola Integrada e Escola Aberta. A revista inclui ainda um encarte sobre o Avalia BH, sistema de avaliação da rede municipal de educação.
•    Programas de transferência de renda – responsável pelo Programa Bolsa Escola Municipal e por monitorar a frequência dos estudantes beneficiários do Bolsa Família, programa do governo federal, assim como acompanha as famílias em descumprimento das condicionalidades para participação nesses programas.
•    Programa Saúde na Escola – ações de apoio à execução do Programa Saúde na Escola, dos ministérios da Educação e da Saúde, realizado em todas as regionais da cidade com o objetivo de promover a saúde dos estudantes.
•    Intervenções culturais – esquetes teatrais com a temática das relações escola-família são apresentadas em espaços diversos da cidade.
•    Alô Educação – Ouvidoria para comunicação da rede municipal de ensino com as famílias. Dispõe de um número de telefone e e-mail para as famílias contatarem a Secretaria com questões, sugestões e críticas.
•    Agendas – agendas distribuídas a todos os professores e alunos da rede municipal de educação para serem utilizadas como meio de interação/comunicação entre os responsáveis pelos alunos e os profissionais da escola.
•    Promoção de encontros com as famílias dos alunos para discutir as relações escolas famílias (2007) – os relatos apresentados pelos pais nas atividades foram publicados no livro A voz das famílias e a escola - Com a palavra as famílias, elaborado em parceria com o Centro de Estudos e Pesquisa em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e a Fundação Itaú Social.
•    Mostra Plural com o tema Família-Escola (2008).

Integração da mobilização com o projeto de Cidade Educadora

A prefeitura de Belo Horizonte desenvolve o projeto de uma cidade educadora, no qual estimula que a educação se dê em espaços múltiplos para além da escola, como museus e parques. Na Cidade Educadora, os cidadãos são convidados a exercerem papel de educadores e educandos. O Estatuto de uma cidade que educa foi elaborado por Antônio Souza, poeta belorizontino, inspirado n'Os Estatutos do Homem, de Thiago de Mello, para o Comitê de Mobilização Social pela Educação na ocasião comemoração do Dia Municipal de Mobilização Social pela Educação. Foi amplamente distribuído para a população e afixado em locais variados como lojas, restaurantes salões de beleza e órgãos públicos.

ESTATUTO DE UMA CIDADE QUE EDUCA

Realização de ações de mobilização no âmbito da AECEP

A mobilização social pela educação foi um dos temas discutidos em evento realizado em Belo Horizonte pela Associação de Escolas Cristãs de Educação por Princípios (AECEP) sobre O Valor Social da Educação Escolar Cristã. O PMSE foi apresentado por representante do MEC para mais de 700 pessoas de todo o Brasil, que discutiram como os membros da AECEP podem contribuir com a difusão das mensagens da cartilha Acompanhem a vida escolar de seus filhos junto às famílias de seus alunos. A secretária municipal de Educação de Belo Horizonte expôs as ações do Programa Família-Escola (relatado na estratégia Programa Família-Escola). Os participantes foram convidados a integrar as ações de mobilização e multiplicar as informações em suas redes.

Realização de ações de mobilização na rede do Child Fund Brasil

A Child Fund Brasil (antigo Fundo Cristão para Crianças) apoia técnica e financeiramente organizações sociais que atendem crianças e adolescentes nos estados de Minas Gerais, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Em Belo Horizonte e municípios adjacentes (Betim, Sete Lagoas, Valadares e Vespasiano), são apoiadas 14 instituições, que, juntas, beneficiam aproximadamente cinco mil crianças. A Child Fund aproveita o contato que tem com as instituições para disseminar as mensagens da mobilização social pela educação. Em encontros técnicos, as entidades são orientadas a sensibilizar os pais para a importância de acompanharem a vida escolar de seus filhos e a interagir com as famílias no desenvolvimento de seus projetos, visando o desenvolvimento integral das crianças e adolescentes. Os integrantes das instituições sociais participaram também de Oficina de Formação de Mobilizadores Sociais de Educação realizada pelo comitê local. A Child Fund planeja uma assessoria in loco às instituições para acompanhar e apoiar as ações de mobilização.

Realização de ações de mobilização por grupos de mães

A Comissão de Mães é um grupo formado por mães de alunos de escolas das redes municipal e estadual de Belo Horizonte para reivindicar e contribuir com a efetivação do direito à educação de qualidade. Em suas ações, a Comissão busca fortalecer o elo entre escola e família. De um lado, procura pôr em evidência que as escolas não estão abertas para receber as famílias, oferecendo poucas ocasiões para recebê-las e adotando uma postura não acolhedora. De outro, sensibiliza as famílias para a importância de participarem ativamente da educação escolar de seus filhos. As integrantes do grupo participam de eventos, reuniões e assembleias escolares, nas quais falam sobre a importância da interação escola-família-comunidade, cobram informações não somente sobre o desempenho dos filhos, mas também do projeto pedagógico da escola, reivindicam o direito de participar das decisões da escola, distribuem exemplares da cartilha Acompanhem a vida escolar de seus filhos e conversam com outras mães sobre a importância de serem parceiras da escola. Além de eventos e reuniões, a atuação se dá também em qualquer espaço no qual se tenha contato com as famílias: ônibus municipais, parques e mercados.

Inclusão da temática das relações escola – família em currículos de cursos universitários

A mobilização social pela educação passou a integrar a grade curricular dos cursos de Artes da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e da Uni-BH. Professores dos cursos e integrantes do comitê constataram que a formação dos alunos não incluía uma preparação para lidarem com as famílias. Foi então desenvolvido um programa no âmbito das disciplinas de didática, estrutura e funcionamento da educação e política educacional para discutir a interação escola-família-comunidade.

No programa, os alunos pesquisam sobre o tema família-escola, são estimulados a fazerem uma reflexão sobre as relações família e escola, conhecem o PMSE, a atuação do comitê local e a cartilha Acompanhem a vida escolar de seus filhos e são formados como multiplicadores da mobilização social pela educação. São também estimulados a aderirem à mobilização em Belo Horizonte, participando do Dia Municipal de Mobilização Social pela Educação (no qual ministram oficinas artísticas para pais e filhos) e integrando ações de sensibilização das famílias para a importância de participarem de forma ativa da educação escolar das crianças e adolescentes. Os alunos ainda colaboram com o Fórum Família Escola, no qual ministram oficinas de artes para crianças de 7 a 14 anos enquanto seus pais participam das conferências.

Inserção da pauta da mobilização em cursos da Escola do Legislativo

A Escola do Legislativo é a escola de governo da Assembleia Legislativa do estado de Minas Gerais. Sua função é ser uma mediadora entre a sociedade e a casa. Desenvolve atividades de capacitação interna, direcionadas aos servidores da Assembleia, e externas, para a sociedade em geral.

Dada a relação com os temas dos cursos (formação política, participação popular e cidadania), o PMSE foi incluído nos programas. Os estudantes passam a conhecer o plano, a atuação do comitê local em Belo Horizonte, a cartilha Acompanhem a vida escolar de seus filhos e formas de atuar como mobilizadores sociais pela educação.

Em um curso de formação política para educadores, houve a promoção de um debate sobre as relações entre democracia, participação e envolvimento dos pais, educadores e alunos nos processos escolares de tomada de decisão.

A mobilização foi introduzida também no Parlamento Jovem, projeto no qual estudantes do Ensino Médio são estimulados a debaterem temas e formularem e encaminharem propostas para a Assembleia. Dependendo da avaliação dos deputados, as propostas podem se constituir em projetos de lei. Em 2012, o tema do Parlamento Jovem é educação cidadã. São realizadas discussões acerca da participação coletiva no espaço escolar, na qual debate-se também a importância da interação escola-família e a participação das famílias na escola.

A Escola de governo também disponibiliza seus profissionais para dar palestras sobre participação e democracia em eventos promovidos pelo comitê.

Realização de ações de mobilização no âmbito da Assprom

A Associação Profissionalizante do Menor de Belo Horizonte (Assprom) promove a formação profissional de adolescentes de 17 a 21 anos de idade. A instituição acompanha o desempenho escolar de seus alunos e identifica quem precisa de apoio adicional, aos quais oferecem reforço pedagógico de várias disciplinas, dados por estagiários. Com as famílias dos estudantes que apresentam baixo desempenho e/ou frequência irregular, são realizadas reuniões mensais para informá-las e orientá-las.

Após a adesão ao comitê local, a Assprom passou a incluir a pauta da mobilização social pela educação em suas ações. Nas reuniões com as famílias, educadores falam sobre a importância dos pais acompanharem a vida escolar das crianças e adolescentes. Com base na cartilha produzida pelo MEC, são dadas dicas de como podem atuar em seu cotidiano.

Para estimular as famílias a apoiarem a educação escolar de seus filhos, a Assprom oferece ainda cursos profissionalizantes para os pais, dos quais só podem participar as pessoas cujos filhos estão indo bem na escola. Caso contrário, são orientados a acompanharem os filhos.

Realização de ações de mobilização no âmbito de ONGs – Missão Paz

A Missão Paz é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), que tem como objetivo "educar crianças, adolescentes e famílias que estejam em situação de risco pessoal e social, ampliando-lhes oportunidades de socialização, profissionalização e cidadania, despertando suas potencialidades humanas com direitos e deveres, ajudando na construção de personalidades e formação de conceitos, desenvolvendo suas aptidões e contribuindo para a sua inserção no mercado de trabalho com geração de emprego, renda e melhores condições de vida". Atua no bairro de São João Batista, na região de Vila Nova, no município de Belo Horizonte, local de alta vulnerabilidade social.

A instituição inseriu a mobilização social pela educação em suas atividades. No Instituto Educacional, uma escola filantrópica mantida pela entidade que oferece Educação Infantil e Ensino Fundamental até o 6º ano, as famílias dos alunos são sensibilizadas sobre a importância do acompanhamento da educação escolar das crianças e adolescentes. Com base na cartilha produzida pelo MEC, são dadas orientações sobre como acompanhar e apoiar a trajetória de estudos dos filhos.

Nos eventos realizados na comunidade, a instituição busca inserir atividades para atrair as famílias, como apresentações artísticas e shows. Nessas ocasiões, aproveita-se para falar sobre a importância da interação escola-família.

A Oscip também procura fazer reflexões sobre as características das famílias da comunidade, visando definir estratégias mais aptas para mobilizá-las. Percebeu, por exemplo, que, enquanto as mães trabalham, a maior parte das crianças e adolescentes é cuidada por avós, tios, irmãos mais velhos e vizinhos. Muitas das famílias têm parentes presos na penitenciária que fica no bairro.

Divulgação das mensagens da mobilização em mídias diversas

O comitê local divulga as mensagens e os eventos da mobilização social pela educação em mídias diversas, como o Jornal do Ônibus, afixado nos coletivos da cidade; relógios digitais, nos quais são inseridas uma vez por ano frases de até 40 caracteres chamando as famílias para participarem da vida escolar dos filhos; e páginas na internet das instituições membro do comitê, como a prefeitura, Secretaria Municipal de Educação e Assoprom. Foi também criado um blog para divulgação dos trabalhos realizados pelo comitê (http://mobilizarbh.blogspot.com/). Os participantes são também estimulados a divulgarem a mobilização em seus perfis no Facebook.

Disseminação da mobilização em outros municípios

O comitê local estimula a disseminação da mobilização social pela educação em outros municípios, seja prestando apoio técnico na realização de encontros de formação ou convidando para participação em oficinas realizadas em Belo Horizonte.

Um representante do Comitê de Belo Horizonte participou do II Encontro de Mobilização Social pela Educação realizado no município de Belo Oriente, no qual falou sobre experiências de incentivo à interação família-escola-comunidade desenvolvidas na capital mineira e reforçou a importância da participação dos pais na trajetória de estudos dos filhos.

Representantes dos municípios Vespasiano, Betim e Sete Lagoas já participaram de oficinas de formação de mobilizadores sociais pela educação realizadas em Belo Horizonte.

Instrumentos de mobilização utilizados

Cartilha Acompanhem a Vida Escolar de seus Filhos

A cartilha produzida pelo MEC é utilizada nas ações de mobilização desenvolvidas pelo comitê local.

Jornal da Assprom

Com tiragem de 5 mil exemplares e periodicidade mensal, o jornal é distribuído a todas as famílias dos adolescentes que participam dos programas oferecidos pela instituição e é publicado também no site da entidade. Publica matérias que abordam temas educacionais de interesse das famílias, como, e divulga as ações de mobilização desenvolvidas pelo comitê local, como o Dia da Mobilização Social pela Educação

Vídeo do Projeto MobilizAção

A Fundação ArcelorMittal, participante do Comitê de Mobilização de BH, produziu um vídeo para apoiar a disseminação da mobilização social pela educação. O vídeo veicula a mensagem de que toda a sociedade pode contribuir com a melhoria da qualidade da educação e aborda questões como o conceito de mobilização, o papel dos diferentes atores responsáveis pela educação e o Ideb. O vídeo está disponível em: <http://www.fundacaoarcelormittalbr.org.br/index.asp?Menu=5&Grupo=39&SubGrupo=164>.

Cartilha AECEP

A Associação de Escolas Cristãs de Educação por Princípios (AECEP) produziu uma cartilha convocando as famílias para a participação na vida escolar dos filhos para ser utilizada nas escolas cristãs.

Jornal do ônibus

O jornal do ônibus é um cartaz afixado nos coletivos da cidade que divulga informações relativas ao município, como o Dia da Mobilização Social pela Educação.

Relógio digital

Uma vez por ano, os relógios digitais de Belo Horizonte veiculam mensagens de 40 caracteres com chamadas para as famílias participarem da educação escolar dos filhos.

Blog

O blog do Comitê de Mobilização Social pela Educação divulga informações e ações sobre a mobilização social pela educação em Belo Horizonte.

Calendário

Um calendário anual da mobilização foi produzido pelo comitê local com fotos de ações de mobilização realizadas no município.

Sites das instituições parceiras

As instituições parceiras do comitê local divulgam a mobilização social pela educação em suas páginas na internet.

Vídeo da mobilização em Belo Horizonte

A Faculdade de Comunicação da Uni-BH está produzindo um filme sobre a mobilização social pela educação em Belo Horizonte. Para tanto, entrevistou os participantes do comitê local e representantes do MEC pelo programa Rádio Web, da universidade. O objetivo é utilizar o vídeo como instrumento de mobilização dos estudantes.

Principais desafios enfrentados

Entre os principais desafios enfrentados, os membros do comitê local apontam:
•    Fazer com que a família entenda que proposta da mobilização não é apontar culpados ou erros das escolas, e sim somar forças para promover uma educação de qualidade.
•    Trabalhar com famílias que têm jornadas de trabalho intensas, com tempo limitado para participar das reuniões e eventos escolares.
•    Mudar a forma de conceber a participação, passando de algo visto como chato ou obrigatório para ser reconhecida como um direito.
•    Dificuldade de estabelecer parcerias com escolas da rede de ensino estadual.
•    Expandir a introdução de conteúdos programáticos relativos à discussão das relações entre escola e família para outros cursos de formação de professores no âmbito das universidades parceiras do comitê (Uni-BH e UEMG).
•    Mobilizar as famílias com alta descrença na qualidade do ensino público.
•    Manter a agenda da mobilização sem ser abarcada pela politica partidária.
•    Garantir espaço nas agendas das instituições parceiras para participar das reuniões do comitê.

Resultados principais

Os representantes do comitê local indicam os seguintes resultados das ações de mobilização social pela educação:
•    Maior abertura de algumas escolas para participação dos pais.
•    Participação das famílias na elaboração dos regimentos escolares das escolas municipais.
•    Maior frequência dos pais nas escolas dos filhos.
•    Maior valorização da escola pelos pais.
•    Maior conscientização dos pais de que têm direito de participar da rotina das escolas dos filhos.
•    Maior participação de pais em eventos do município, como as Conferências Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente.
•    Formação de professores de artes mais aptos para lidar com as relações entre escola e família e sensibilizá-los para a cidade educadora.

Perspectivas

O comitê pretende desenvolver ações em cinco eixos: fortalecimento, formação, comunicação, planejamento e projetos.

Objetivos:
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